"Atal, derivado de Atalaia que significa Torre ou lugar de vigia em situação elevada e Buh, meu apelido. Então Atal da Buh é meu lugar de vigilância, local onde estou e desabafo, meu refúgio de planejamentos e opiniões. Amém."

domingo, 15 de agosto de 2010

Maranhão e a Ditadura "Famigliar"

Na última quinta-feira, dia 12 de agosto, o escritor Palmério Dória, veio à Imperatriz para o lançamento de seu livro "Honoráveis Bandidos".
Eu estava na maior expectativa. Infelizmente não pude comparecer ao evento, mas na sexta, graças ao Natan, fiquei sabendo da vergonha que eu passei mesmo sem estar lá.
Para melhor explicar, uso as palavras de um grande jornalista e escritor Adalberto Franklin*, que em seu Blog nos relata a infeliz realidade maranhense.

Bandidos sem honra: a ditadura no MA ainda não terminou

"Na mesa, além de dois diretores do Centro de Estudos Superiores de Imperatriz (CESI), campus da UEMA em Imperatriz, que sediava o encontro, e dois dirigentes das agremiações estudantis da entidade; também estava eu, como convidado, coadjuvando as verdadeiras estrelas da festa: o líder camponês Manoel da Conceição, iniciador do movimento camponês no Maranhão e fundador do primeiro sindicato dos trabalhadores rurais, preso, torturado e exilado pela ditadura; Zezinho do Araguaia, um dos poucos guerrilheiros que escaparam das chacinas dos militares no final da guerrilha, e por mais de vinte anos dado como desaparecido; e o jornalista Palmério Dória, autor do livro “Honoráveis bandidos: um retrato do Brasil na era Sarney”, que era lançado no evento.

Havíamos falado quase todos os da mesa. Manoel antecedia o escritor;
[...] Integrantes de um bando de arruaceiros, postados no fundo do auditório, começaram a gritar e a jogar ovos nos membros da mesa. Palmério Dória, que se levantou, foi atingido na barriga; Manoel, que tem uma perna mecânica, caiu ao chão; os demais, atônitos, como eu, ficamos em pé, sem sabermos ao certo o perigo que corríamos. Mas o público, em quase sua totalidade alunos da Uema, rechaçaram os baderneiros, que, pouco depois, em grupo maior, tentou retornar ao auditório e dar sequência ao atentado. Policiais militares, com a ajuda dos presentes, conseguiram controlar o ato criminoso. Fora dos muros da universidade, porém, o combate foi retomado pelos agressores, contra quem os policiais teve que usar suas armas: balas e bombas de efeito moral. Naquele momento, pressenti que o asqueroso Jabor tinha razão quanto ao Maranhão: estávamos no Afeganistão. No Iraque. Ou na Faixa de Gaza. Num lugar em que democracia e liberdade não existem.

Hoje, consegui conversar com um deles
[baderneiros]. Não era “de fora”. Era mesmo de Imperatriz, contratado juntamente “com uns dez” outros para “reforçar” o time que veio, dizem, de Pio XII. O valor recebido, adiantado: R$ 40,00, “de um pessoal do Leo Cunha”, disse-me, sem qualquer reserva. Assegurou-me que fugiu logo no começo da balbúrdia. Teria sido contratado “para fazer segurança” no lançamento do livro. Somente teria tomado conhecimento da verdadeira ação quando chegara à Uema.

Para finalizar deixo suas brilhantes e profundas palavras como um grito de SOCORRO E APELO:

Dá medo! Dá medo viver num estado como este em que, às claras, e diante de muitas câmeras, se promovem atentados contra a honra, a liberdade de expressão e a democracia. Se assim o fazem, então, do são capazes às escondidas?

O Maranhão precisa, urgentemente, sair da escuridão das trevas!




*O jornalista, historiador e bacharelando em Direito, Adalberto Franklin Pereira de Castro é um dos nomes que se destacam nas pesquisas acerca da história e desenvolvimento econômico de Imperatriz. Franklin nasceu em Uruçuí (PI), reside em Imperatriz há 38 anos e tem dois livros que falam da cidade, "Apontamentos e fontes para a história econômica de Imperatriz" e "Breve história de Imperatriz".

3 comentário(s):

Agostinho Lopes disse...

Que esta luz se acenda sobre o Maranhão e também sobre o Brasil, hoje dominado por uma corja de corruPTos e que têm, no Maranhão, o endosso dessa máfia.

Parabéns pela coragem da denúncia!

Beijo

Marisa Mattos disse...

Sou de São Paulo ( interior).
Aqui as coisas não são diferentes...isso aqui...é um pouquinho de Brasil...ai...aii..Nossa nação precisa pegar fogo e ser recomeçada...triste mas verdadeiro...

disse...

Oie, ah quanto tempo não passo por aqui...
To precisando do seu apoio no meu novo blog, passa lá se tiver um tempinho!
http://apcanal1.blogspot.com/

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