"Atal, derivado de Atalaia que significa Torre ou lugar de vigia em situação elevada e Buh, meu apelido. Então Atal da Buh é meu lugar de vigilância, local onde estou e desabafo, meu refúgio de planejamentos e opiniões. Amém."

domingo, 29 de março de 2009

Eu não quero que ele saiba...


" Eu não quero que ele saiba o quanto eu o amo. Nem que sinto muito a sua falta ou que quando estou nos braços dele sinto-me tão segura, protegida, amada e feliz. Não quero que ele saiba que às vezes imagino como será nossa casa, nossa vida, o pijama dele... Muito menos ainda que, quando a solidão bate (e quando bate, amassa um coração...) pego a foto dele, aquela que ele está de terno, sério, elegante, bonito e fico o admirando, por vezes recriando o sorriso que não existe na moldura. E quando essa mesma solidão volta e faz meu coração capotar, apanho todos os presentes que ganhei dele e abraçada a eles ponho a deitar-me naquele colchão mais fofo, pois nele as lágrimas secam mais rápido... E imagina que é ele ali, com seus braços fortes a envolver-me. De maneira alguma ele deve saber que me preocupo, que gostaria de saber se ele já jantou, se dormiu bem, se foi à fisioterapia como prometeu, se está usando aquela calça jeans, se está bem...
Eu não quero mesmo que ele saiba...
(Toc, toc, Toc...) (Ao abrir a porta deparo-me com uma velha senhora.)
– Boa Noite – respondi educadamente.
– Boa Noite linda menina...
– O que a senhora deseja?
– Vim fazer-te companhia, como sempre.
– Quem és? Perdão senhora, mas nunca a vi antes. – respondi aflita e praticamente pedindo socorro. Ela me angustiava.
– Ora, mas como não, se sempre andei agarrada a ti! Com exceção dos momentos em que estavas com ele.
–Não compreendo o que... – E ela interrompeu-me pôs se a falar:
– Calma minha jovem. Tudo bem, direi a ti quem sou. Chamo-me Saudade. E vim aqui para dizer-te que ele já sabe de tudo, tudo o que você queria que ele não soubesse... Ele também sente o mesmo, pois sempre o acompanho quando não estás perto.
E cuido dele. E cuido de você. Pois afinal se eu não existisse vocês não dariam valor ao tesouro mais importante da vida: O AMOR!
E então ela abraçou-me e sussurrou: – Ficarei contigo por mais três anos. Ainda faltam três anos...
Eu respondi: – Não. Estás errada. Arrume as malas, velhota. Ficarás comigo só por mais três anos.
Então ela sorriu e desapareceu. Sei que a velha Saudade está perto, sinto-a aqui.
E três anos passam rápido...


Autor: Buh

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